foi uma produção independente, sendo lançado em 1998. Em 1995 Yuri Popoff produziu a trilha musical da peça “Cuenda”, que aborda a história do Congado Mineiro resultando em vasta pesquisa sobre o tema e na produção do CD “Lua no Céu Congadeiro”, lançado em 2005, muito elogiado pela crítica e imprensa brasileira. Recentemente, em 2014, recebeu o prêmio Revelação Instrumental 6º Prêmio da Música Brasileira no Rio de Janeiro – RJ, consagrando-o parte da história musical do Brasil registrada no livro “25 Anos do Prêmio da Música Brasileira”. Seu trabalho de pesquisa sobre o Congado mineiro gerou a criação do Livro Didático Infantil “Festa Mestiça – o Congado na sala de aula” em parceria com Cecília França França, publicado em 2015 pela editora da UFMG.
Yuri Popoff começou sua carreira profissional em 1975, integrando a Orquestra Sinfônica de Campinas.[1] Em 1979, passou a tocar na Orquestra Sinfônica de Minas Gerais. Como contrabaixista, Popoff participou das turnês e gravações de Beto Guedes, Clara Sandroni, Flávio Venturini, João Donato, Leila Pinheiro, Maria Bethânia, Mauro Senise, Nana Caymmi, Selma Reis e Wagner Tiso.[1] Desde 1995, Yuri Popoff integra a Orquestra Fantasma, que acompanha o guitarrista e compositor Toninho Horta.
A carreira internacional de Popoff inclui turnês com o guitarrista sul-coreano Jack Lee, o pianista francês Manuel Rocheman, jazzistas como Marck Egan e Wayne Shorter e o violinista austríaco Rudi Berger.
A inventiva originalidade de sua maneira de tocar e o modo jazzístico de improvisar, aliam-se ao desenho mágico de seus solos impressionantes, sem deixar escapar também a qualidade de seus arranjos de base e para orquestra, cujo colorido harmônico revela ao mesmo tempo o casamento da mais preciosa brasilidade com o refinamento das mais belas interpretações absolutamente universais. O somatório de tantos atributos, é certamente responsável pela extensa agenda de shows e gravações desse extraordinário musicista, somente comparável à enorme diversidade de suas participações, em palco e estúdios, nos trabalhos de grandes vultos de nossa música, tais como: Fátima Guedes, Leila Pinheiro, Rosa Passos, Joyce Moreno, Gal Costa, Ivan Lins, Caetano Veloso, Chico Buarque, Zé Renato, Cláudio Roditi, Paula e Jaques Morelenbaum, Guinga, Ron Carter, Wagner Tiso, Edú Lobo, Frank Gambale, Didier Lockwood, Cristóvão Bastos, Léo Gandelman, Jorge Helder, Hamilton de Holanda, Paquito D’Rivera, Kenny Baron, Monica Salmaso, Esperanza Spalding e tantos outros. A destreza e dedicação deste músico é perceptível tanto quando o ouvimos tocar a guitarra elétrica ou o violão acústico, a grande novidade é sua mais nova paixão, o cavaquinho. Em dueto com o excepcional violonista e compositor Guinga, encantou diversificadas platéias que não se limitaram ao solo brasileiro. Aliás, o seu disco solo, lançamento recente do selo “Biscoito Fino”, alimenta os recônditos sentidos dos amantes da boa música, com muito ginga, bossa e suingue. Vale a pena conferir “Bossa da minha Terra”. O virtuosismo de Lula Galvão aliado ao indiscutível talento de instrumentistas como Idriss Boudrioua (saxofone), Fernando Moraes (piano), Sérgio Barrozo (contrabaixo), Rafael Barata (bateria), além das participações especialíssimas de Rosa Passos, Cláudio Roditi, Raul de Souza e Mauricio Einhorn.
Carreira acadêmica:
Popoff começou seus estudos no Conservatório Lorenzo Fernandes, em Montes Claros. Mais tarde, realizou sua formação acadêmica na Universidade Federal de Minas Gerais, sob o contrabaixista Wilson Aguiar.