Yuri Popoff

Contrabaixista/Violonista/Maestro/Compositor
Arranjador/Pesquisador cultural e musical

Nascido em Espinosa e criado em Montes Claros, Yuri Popoff iniciou seus estudos no Conservatório Lorenzo Fernandes – Montes Claros – MG. Atuou como profissional em 1975, na Orquestra Sinfônica de Campinas, e em 1979 se tornou integrante da Orquestra Sinfônica do Estado de Minas Gerais. Em 1980, iniciou sua carreira de compositor, com a canção “Era só começo nosso fim”. Em 1993 recebeu o Prêmio Sharp de Música Instrumental, ao lado de Altamiro Carrilho, Paulo Moura e Hermeto Pascoal, garantindo o Prêmio Revelação com o elogiado CD “Catopê”. Seu segundo CD “Era só começo…”

foi uma produção independente, sendo lançado em 1998. Em 1995 Yuri Popoff produziu a trilha musical da peça “Cuenda”, que aborda a história do Congado Mineiro resultando em vasta pesquisa sobre o tema e na produção do CD “Lua no Céu Congadeiro”, lançado em 2005, muito elogiado pela crítica e imprensa brasileira. Recentemente, em 2014, recebeu o prêmio Revelação Instrumental 6º Prêmio da Música Brasileira no Rio de Janeiro – RJ, consagrando-o parte da história musical do Brasil registrada no livro “25 Anos do Prêmio da Música Brasileira”. Seu trabalho de pesquisa sobre o Congado mineiro gerou a criação do Livro Didático Infantil “Festa Mestiça – o Congado na sala de aula” em parceria com Cecília França França, publicado em 2015 pela editora da UFMG.

Yuri Popoff começou sua carreira profissional em 1975, integrando a Orquestra Sinfônica de Campinas.[1] Em 1979, passou a tocar na Orquestra Sinfônica de Minas Gerais. Como contrabaixista, Popoff participou das turnês e gravações de Beto Guedes, Clara Sandroni, Flávio Venturini, João Donato, Leila Pinheiro, Maria Bethânia, Mauro Senise, Nana Caymmi, Selma Reis e Wagner Tiso.[1] Desde 1995, Yuri Popoff integra a Orquestra Fantasma, que acompanha o guitarrista e compositor Toninho Horta.

A carreira internacional de Popoff inclui turnês com o guitarrista sul-coreano Jack Lee, o pianista francês Manuel Rocheman, jazzistas como Marck Egan e Wayne Shorter e o violinista austríaco Rudi Berger.

A inventiva originalidade de sua maneira de tocar e o modo jazzístico de improvisar, aliam-se ao desenho mágico de seus solos impressionantes, sem deixar escapar também a qualidade de seus arranjos de base e para orquestra, cujo colorido harmônico revela ao mesmo tempo o casamento da mais preciosa brasilidade com o refinamento das mais belas interpretações absolutamente universais. O somatório de tantos atributos, é certamente responsável pela extensa agenda de shows e gravações desse extraordinário musicista, somente comparável à enorme diversidade de suas participações, em palco e estúdios, nos trabalhos de grandes vultos de nossa música, tais como: Fátima Guedes, Leila Pinheiro, Rosa Passos, Joyce Moreno, Gal Costa, Ivan Lins, Caetano Veloso, Chico Buarque, Zé Renato, Cláudio Roditi, Paula e Jaques Morelenbaum, Guinga, Ron Carter, Wagner Tiso, Edú Lobo, Frank Gambale, Didier Lockwood, Cristóvão Bastos, Léo Gandelman, Jorge Helder, Hamilton de Holanda, Paquito D’Rivera, Kenny Baron, Monica Salmaso, Esperanza Spalding e tantos outros. A destreza e dedicação deste músico é perceptível tanto quando o ouvimos tocar a guitarra elétrica ou o violão acústico, a grande novidade é sua mais nova paixão, o cavaquinho. Em dueto com o excepcional violonista e compositor Guinga, encantou diversificadas platéias que não se limitaram ao solo brasileiro. Aliás, o seu disco solo, lançamento recente do selo “Biscoito Fino”, alimenta os recônditos sentidos dos amantes da boa música, com muito ginga, bossa e suingue. Vale a pena conferir “Bossa da minha Terra”. O virtuosismo de Lula Galvão aliado ao indiscutível talento de instrumentistas como Idriss Boudrioua (saxofone), Fernando Moraes (piano), Sérgio Barrozo (contrabaixo), Rafael Barata (bateria), além das participações especialíssimas de Rosa Passos, Cláudio Roditi, Raul de Souza e Mauricio Einhorn.

Carreira acadêmica:

Popoff começou seus estudos no Conservatório Lorenzo Fernandes, em Montes Claros. Mais tarde, realizou sua formação acadêmica na Universidade Federal de Minas Gerais, sob o contrabaixista Wilson Aguiar.

Entre 1986 e 1998, Yuri Popoff foi professor de baixo e de arranjo da Universidade Estácio de Sá.[1] Entre 1993 e 1997, lecionou no Centro Ian Guest de Aperfeiçoamento Musical. No Conservatório Brasileiro de Música, no Rio de Janeiro, Yuri Popoff foi professor e coordenador do curso de música popular brasileira, junto com Cecília Conde e Roberto Gnatalli.

Em 2011, Popoff lançou em parceria com a professora Cecília Cavalieri o livro “Festa mestiça: o congado na sala de aula”, pela Editora UFMG. No livro são apresentadas as tradições do congado no Brasil, particularmente as festas de agosto de Montes Claros. Reconhecimento e homenagens

Em 1992, Yuri Popoff recebeu o Prêmio Sharp como Melhor Revelação Masculina. Desde então, é considerado “um nome de destaque” ou ainda “um dos grandes nomes” da música instrumental brasileira, sendo “um dos baixistas mais referenciados da MPB”.

Discografia

“Catopé” (Leblon Records – 1992)

“Era só começo…” (1999)

“Cuenda” (2000)

“Lua no céu congadeiro” (2005)

“One” (com Helton Silva e Márcio Bahia – 2013)

“Batom passado” (com Beth Dau – 2017)

“De Paris a Minas” (2019)

Lula Galvão lançou em 2018, no Espaço Cultural do Choro, mais um disco solo intitulado “Alegria de viver”, gravado em Bonn, na Alemanha. Nesse trabalho, reuniu arranjos criados para clássicos de mestres da música popular brasileira como Carinhoso (Pixinguinha), Brigas nunca mais (Tom Jobim), Zanzibar (Edu Lobo) e Rapaz de Bem (Johnny Alf). “Embora tenha me radicado no Rio de Janeiro há 20 anos, Brasília mantém-se como referência para mim. Foi aqui, na fase inicial da minha carreira que construí a base para o meu trabalho. Lançar o Alegria de viver no Clube do Choro é muito importante”, frisa.

Rosa Passos e Lula Galvão lançam álbum inédito de voz e violão

O projeto, que leva o nome dos dois, celebra os 38 anos de parceria musical de Rosa Passos e o músico brasiliense Lula Galvão “Começamos a tocar na noite, em Brasília, ainda na década de 1980, e logo nasceu uma grande afinidade entre nós. Dentre os 22 álbuns que gravei, 19 tiveram arranjos de Lula Galvão”, pontua a cantora e violonista baiana Rosa Passos.

Com capa criada especialmente pelo artista gráfico, plástico e escritor Mello Menezes, o álbum Rosa Passos e Lula Galvão reúne clássicos como “Conversa de Botequim”, de Noel e Vadico; “Ilusão à toa”, de Johnny Alf; “Cansei de ilusões”, de Tito Madi, e “Folhas Secas”, de Nelson Cavaquinho e Guilherme Brito. O repertório traz ainda duas canções de autoria de Rosa Passos em parceria com Fernando de Oliveira (“Outono” e “Verão), além de um tema de Lula Galvão (“Piatã”).

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