Bons arranjos dos naipes de sopro e cordas conferem elegância extra às composições, tocadas por verdadeira constelação de ótimos instrumentistas. Aliás, o disco, demorou para ser finalizado, por conta da agenda de amigos de estrada do calibre de Armando Marçal, Arthur Maia, Leo Gandelman e Torquato Mariano (que também foi o responsável pela mixagem do CD), entre outros tantos ótimos instrumentistas que participaram das gravações do CD. Revezando-se entre saxofones e flautas, Marcelo mostra que é talentoso também como compositor e arranjador.
O trabalho mostra que Marcelo é um apaixonado pela música, pelo saxofone e por Niterói. “O saxofone é um cantor, mas eu não curto essa coisa gratuita do sax solista. Além disso, pouca gente conhece esse meu lado de arranjador e aproveitei o tempo para criar texturas que valorizassem as melodias com o máximo de bom gosto Do Outro Lado, além da referência lógica com Niterói, também é uma alusão à vida, à necessidade de aprender a olhar e entender o outro lado das coisas, o outro lado da vida”, conta Martins.
Marcelo Martins já excursionou por vários países do mundo, entre eles Itália, Alemanha, França, Bélgica, Holanda, Espanha, Venezuela, Uruguai Argentina e Portugal, e marcou presença em eventos como o Heineken Jazz Festival, França, 1990, e JVC Grande Parade du Jazz, França, 1990. Trabalhou como músico e arranjador em gravações e shows de diversos artistas da música brasileira, tais como: Djavan, João Bosco, Gal Costa, Guinga, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Nando Reis, Lulu Santos Cidade Negra, Titãs, Leila Pinheiro, Dori Caymmi, Marcos Valle, Roberto Carlos, Beto Guedes, Flávio Venturini, Francis Hime, Jaques Morelembaum, Ivan Lins, Moraes Moreira, Stacey Kent, Cláudio Dauelsberg, Jovino Santos Neto, Maria Bethânia, Vanessa da Mata, Ana Carolina, Simone, Pedro Mariano, Antônio Adolfo, Arthur Maia, Marcos Nimrichter, Jeff Gardner, Jessé Sadoc, Chico Buarque, Vanessa da Mata, Mário Adnet, Ed Motta, Olívia Byington, Miúcha, Ricardo Silveira, Durval Ferreira, Edu Lobo, Maurício Einhorn, Nelson Faria, Luciana Rabello, Maurício Carrilho, Alberto Rosenblit, Torcuato Mariano, Mauro Senise, Zé Canuto, Wagner Tiso, Mú Carvalho, Jards Macalé, Cássia Eller, Paulinho Moska, Pascoal Meirelles, entre outros.
Lula Galvão lançou em 2018, no Espaço Cultural do Choro, mais um disco solo intitulado “Alegria de viver”, gravado em Bonn, na Alemanha. Nesse trabalho, reuniu arranjos criados para clássicos de mestres da música popular brasileira como Carinhoso (Pixinguinha), Brigas nunca mais (Tom Jobim), Zanzibar (Edu Lobo) e Rapaz de Bem (Johnny Alf). “Embora tenha me radicado no Rio de Janeiro há 20 anos, Brasília mantém-se como referência para mim. Foi aqui, na fase inicial da minha carreira que construí a base para o meu trabalho. Lançar o Alegria de viver no Clube do Choro é muito importante”, frisa.
Rosa Passos e Lula Galvão lançam álbum inédito de voz e violão
O projeto, que leva o nome dos dois, celebra os 38 anos de parceria musical de Rosa Passos e o músico brasiliense Lula Galvão “Começamos a tocar na noite, em Brasília, ainda na década de 1980, e logo nasceu uma grande afinidade entre nós. Dentre os 22 álbuns que gravei, 19 tiveram arranjos de Lula Galvão”, pontua a cantora e violonista baiana Rosa Passos.
Com capa criada especialmente pelo artista gráfico, plástico e escritor Mello Menezes, o álbum Rosa Passos e Lula Galvão reúne clássicos como “Conversa de Botequim”, de Noel e Vadico; “Ilusão à toa”, de Johnny Alf; “Cansei de ilusões”, de Tito Madi, e “Folhas Secas”, de Nelson Cavaquinho e Guilherme Brito. O repertório traz ainda duas canções de autoria de Rosa Passos em parceria com Fernando de Oliveira (“Outono” e “Verão), além de um tema de Lula Galvão (“Piatã”).