Marcelo Martins

Saxofonista/Flautista/Compositor/Arranjador

Nascido em Niterói, o saxofonista, flautista e arranjador Marcelo Martins começou seus estudos de flauta aos oito anos na Orquestra do Instituto Abel, em Niterói. Cursou Teoria Musical no Conservatório de Música do Estado do Rio de Janeiro com a professora Maria Ísis, enquanto fazia aulas particulares com o flautista/sax Renato Franco. Em 1985 iniciou seus estudos de Harmonia Funcional e Improvisação com o professor Sérgio Benevenuto, no método Berklee.

integrando a banda de Claudio Zoli, o que marcou sua incursão no mercado da música profissional. Fez parte, também, no mesmo ano, da banda do cantor Nico Rezende. Entre 1988 e 1993, participou, como músico e compositor, das bandas do baixista Arthur Maia, do baixista Nico Assunção e do guitarrista Ricardo Silveira. Em 1989, foi convidado pelo cantor e compositor Djavan a integrar sua banda, participando da gravação e turnê de seis discos do artista. Em 1999, participou da turnê norte-americana do cantor e compositor Gilberto Gil e integrou a Vittor Santos Orquestra.

Em 1993, apresentou-se no Free Jazz Festival, em São Paulo, acompanhando Arthur Maia, além de ter participado do disco “Parabolicamará”, de Gilberto Gil. Em 1994, integrou a banda de Gal Costa nas gravações e turnês, brasileira e européia, dos discos “O sorriso do gato de Alice” e “Mina d’água do meu canto”. Em 1996, participou das gravações do CD “Malásia”, de Djavan, e de sua respectiva turnê pela América Latina, EUA, Japão e Europa.

O artista acompanhou também Caetano Veloso, na gravação do CD “Fina Estampa” ao vivo, assim como fez parte da banda do compositor durante um mês de show no Rio de Janeiro. Atuou na gravação da trilha sonora do filme “Tieta”, de Cacá Diegues, composta por Caetano Veloso e Jaques Morelenbaum. Também participou das gravações dos dois últimos discos de Flávio Venturini.

Em 1998, colaborou nas gravações do disco de Lulu Santos. Atuou como arranjador e instrumentista no disco do cantor Zé Ricardo, lançado pela Warner Music, 1998. Participou também do show “Remexendo o Caldeirão” de Hermeto, realizado no auditório do BNDES Rio de Janeiro, integrando um quarteto de saxofonistas liderado por Carlos Malta, juntamente com Mauro Senise e Raul Mascarenhas.

Faz parte, juntamente com João Castilho (guitarra e violão), André Rodrigues (baixo) e Renato Calmon (bateria), do grupo instrumental Foco, com o qual lançou, em 2007, o CD “Tempo bom Com Chuva”.

A inventiva originalidade de sua maneira de tocar e o modo jazzístico de improvisar, aliam-se ao desenho mágico de seus solos impressionantes, sem deixar escapar também a qualidade de seus arranjos de base e para orquestra, cujo colorido harmônico revela ao mesmo tempo o casamento da mais preciosa brasilidade com o refinamento das mais belas interpretações absolutamente universais. O somatório de tantos atributos, é certamente responsável pela extensa agenda de shows e gravações desse extraordinário musicista, somente comparável à enorme diversidade de suas participações, em palco e estúdios, nos trabalhos de grandes vultos de nossa música, tais como: Fátima Guedes, Leila Pinheiro, Rosa Passos, Joyce Moreno, Gal Costa, Ivan Lins, Caetano Veloso, Chico Buarque, Zé Renato, Cláudio Roditi, Paula e Jaques Morelenbaum, Guinga, Ron Carter, Wagner Tiso, Edú Lobo, Frank Gambale, Didier Lockwood, Cristóvão Bastos, Léo Gandelman, Jorge Helder, Hamilton de Holanda, Paquito D’Rivera, Kenny Baron, Monica Salmaso, Esperanza Spalding e tantos outros. A destreza e dedicação deste músico é perceptível tanto quando o ouvimos tocar a guitarra elétrica ou o violão acústico, a grande novidade é sua mais nova paixão, o cavaquinho. Em dueto com o excepcional violonista e compositor Guinga, encantou diversificadas platéias que não se limitaram ao solo brasileiro. Aliás, o seu disco solo, lançamento recente do selo “Biscoito Fino”, alimenta os recônditos sentidos dos amantes da boa música, com muito ginga, bossa e suingue. Vale a pena conferir “Bossa da minha Terra”. O virtuosismo de Lula Galvão aliado ao indiscutível talento de instrumentistas como Idriss Boudrioua (saxofone), Fernando Moraes (piano), Sérgio Barrozo (contrabaixo), Rafael Barata (bateria), além das participações especialíssimas de Rosa Passos, Cláudio Roditi, Raul de Souza e Mauricio Einhorn.

Marcelo gravou Do Outro Lado, seu primeiro disco solo em 2013, pelo selo Niterói Discos. O CD, que levou quatro anos para ser gravado, traz 10 faixas, nove delas assinadas pelo músico, que agrega à linguagem jazzística alguns elementos brasileiros e de big band.

Bons arranjos dos naipes de sopro e cordas conferem elegância extra às composições, tocadas por verdadeira constelação de ótimos instrumentistas. Aliás, o disco, demorou para ser finalizado, por conta da agenda de amigos de estrada do calibre de Armando Marçal, Arthur Maia, Leo Gandelman e Torquato Mariano (que também foi o responsável pela mixagem do CD), entre outros tantos ótimos instrumentistas que participaram das gravações do CD. Revezando-se entre saxofones e flautas, Marcelo mostra que é talentoso também como compositor e arranjador.

O trabalho mostra que Marcelo é um apaixonado pela música, pelo saxofone e por Niterói. “O saxofone é um cantor, mas eu não curto essa coisa gratuita do sax solista. Além disso, pouca gente conhece esse meu lado de arranjador e aproveitei o tempo para criar texturas que valorizassem as melodias com o máximo de bom gosto Do Outro Lado, além da referência lógica com Niterói, também é uma alusão à vida, à necessidade de aprender a olhar e entender o outro lado das coisas, o outro lado da vida”, conta Martins.
Marcelo Martins já excursionou por vários países do mundo, entre eles Itália, Alemanha, França, Bélgica, Holanda, Espanha, Venezuela, Uruguai Argentina e Portugal, e marcou presença em eventos como o Heineken Jazz Festival, França, 1990, e JVC Grande Parade du Jazz, França, 1990. Trabalhou como músico e arranjador em gravações e shows de diversos artistas da música brasileira, tais como: Djavan, João Bosco, Gal Costa, Guinga, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Nando Reis, Lulu Santos Cidade Negra, Titãs, Leila Pinheiro, Dori Caymmi, Marcos Valle, Roberto Carlos, Beto Guedes, Flávio Venturini, Francis Hime, Jaques Morelembaum, Ivan Lins, Moraes Moreira, Stacey Kent, Cláudio Dauelsberg, Jovino Santos Neto, Maria Bethânia, Vanessa da Mata, Ana Carolina, Simone, Pedro Mariano, Antônio Adolfo, Arthur Maia, Marcos Nimrichter, Jeff Gardner,  Jessé Sadoc, Chico Buarque, Vanessa da Mata, Mário Adnet, Ed Motta, Olívia Byington, Miúcha, Ricardo Silveira, Durval Ferreira, Edu Lobo, Maurício Einhorn, Nelson Faria, Luciana Rabello, Maurício Carrilho, Alberto Rosenblit, Torcuato Mariano, Mauro Senise, Zé Canuto, Wagner Tiso, Mú Carvalho, Jards Macalé, Cássia Eller, Paulinho Moska, Pascoal Meirelles, entre outros.

Lula Galvão lançou em 2018, no Espaço Cultural do Choro, mais um disco solo intitulado “Alegria de viver”, gravado em Bonn, na Alemanha. Nesse trabalho, reuniu arranjos criados para clássicos de mestres da música popular brasileira como Carinhoso (Pixinguinha), Brigas nunca mais (Tom Jobim), Zanzibar (Edu Lobo) e Rapaz de Bem (Johnny Alf). “Embora tenha me radicado no Rio de Janeiro há 20 anos, Brasília mantém-se como referência para mim. Foi aqui, na fase inicial da minha carreira que construí a base para o meu trabalho. Lançar o Alegria de viver no Clube do Choro é muito importante”, frisa.

Rosa Passos e Lula Galvão lançam álbum inédito de voz e violão

O projeto, que leva o nome dos dois, celebra os 38 anos de parceria musical de Rosa Passos e o músico brasiliense Lula Galvão “Começamos a tocar na noite, em Brasília, ainda na década de 1980, e logo nasceu uma grande afinidade entre nós. Dentre os 22 álbuns que gravei, 19 tiveram arranjos de Lula Galvão”, pontua a cantora e violonista baiana Rosa Passos.

Com capa criada especialmente pelo artista gráfico, plástico e escritor Mello Menezes, o álbum Rosa Passos e Lula Galvão reúne clássicos como “Conversa de Botequim”, de Noel e Vadico; “Ilusão à toa”, de Johnny Alf; “Cansei de ilusões”, de Tito Madi, e “Folhas Secas”, de Nelson Cavaquinho e Guilherme Brito. O repertório traz ainda duas canções de autoria de Rosa Passos em parceria com Fernando de Oliveira (“Outono” e “Verão), além de um tema de Lula Galvão (“Piatã”).

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