Edmar piu

Cantor/Compositor

Nascido em Franca/SP vindo de uma família extremamente humilde.
O contato com amigos, que se reuniam para tocar, experienciar música de maneira intuitiva, o estimulava a querer vivenciá-la de alguma forma. Nos anos 1998, no auge dos seus 18 anos, comprou uma bicicleta com seu primeiro salário e simplesmente uma vontade repentina e descontrolada tomou-o, e então trocou a bicicleta por um violão velho. Esse foi o início do contato direto com a música.

De longe seu pai o avistou descendo com aquele violão velho, e perguntou:

– Cadê a sua bicicleta? Ele então respondeu:
– Troquei no violão!
O pai todo indignado exclamou:
– Não é possível!!! Como você é burro!!! Foi trocar sua bicicleta nesse violão?!!!
O pai não poderia imaginar que a música seria a salvação e mudança da história de vida de seu filho. Ali nascia sua trajetória musical, sem professor, sem incentivo de ninguém, movido apenas pelos seus sentimentos. Devido a dependência química, houve perdas e atrasos em sua trajetória, mas, com a colaboração direta de pessoas essenciais e contributivas voltou ao seu desenvolvimento e crescimento musical. Numa de suas
internações, teve um encontro com o violinista Vinícius Del Bianco, que lhe serviu de inspiração. Começou a compor com o pouco conhecimento da linguagem musical. Com o passar do tempo, as oportunidades começaram a chegar, inclusive com a oportunidade de gravar suas primeiras composições que foram: ‘Fogão de Lenha’, ‘A Chuva’ e ‘Pra Você’.

O ‘não’ foi algo que se tornou comum em um momento posterior, levando-o a desanimar da carreira de músico, seu maior sonho e paixão. Chegou a trabalhar em várias áreas distintas: vidraceiro, vendedor, sapateiro, técnico de informática e autônomo fazendo e vendendo roscas. O dinheiro mal dava para cuidar de sua família.

A dependência química destruiu sua dignidade, seus princípios, valores e saúde. Ele era um ex-dependente, sem credibilidade, desprezado e humilhado. Um amigo coach decidiu incentivá-lo, presenteou-o com um violão para que enfim, pudesse retomar seu caminho musical, buscando efetivar-se na profissão. Outro amigo tinha um equipamento de som e lhe emprestou para que pudesse se apresentar em uma casa noturna. As oportunidades apareceram, mais concretas. Alguns convites passam a acontecer, com efetividade. Apresentações em espaços diversos.
Os primeiros convites para apresentações em salas de concerto se deram no Teatro Municipal de Franca, ao lado de Márvio Lúcio, mais conhecido como Carioca e ainda, participou também do Festival Águas de Março.
Edmar foi conquistando o seu espaço na música francana, e por ser autodidata e tocar vários instrumentos – violão e gaita, meia lua no pé, um prato de bateria, bumbo, pandeiro – começou a tocá-los simultaneamente e ainda cantar. Ele que é dono de um timbre de voz rouca (drive), vem se tornando um dos músicos com a agenda invejável, chegando a tocar até 10 shows por semana.
É conhecido como Edmar Piu (multi-instrumentista) e seu objetivo é realizar seu maior sonho: gravar o seu próprio CD – 10 músicas em forma canção. As composições buscam incentivar a reflexão igualitária, entre pessoas, sonhos, resiliência, tenacidade e temperança, por uma sociedade mais digna e respeitosa e consciente dos seus direitos e deveres.

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